"Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Sentir? Sinta quem lê!", Fernando Pessoa
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
«The scientist»*
“Heads on a science apart”*
Dois dias. Dois dias assombrada por essa presença. E todas
as lembranças e promessas me assaltam de novo. E apercebo-me que, tal como eu
já suspeitava, as minhas convicções não são assim tão fortes. Eu vou tentanto
abstrair-me, repito para mim própria frases feitas que não me convencem e que de
pouco ou nada me servem. Por um lado sinto um misto de saudade e ciúme. Por outro
não suporto todo esse cinismo, esse ser apenas o que os outros esperam que se seja
neste momento. Tento concentrar-me em mim e manter-me indiferente, mas é
difícil quando ainda se está magoada.
*Coldplay
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
«I just want you to notice me»
Às vezes tenho vontade de falar contigo. De te perguntar
como estás e de dizer que (ainda) me preocupo contigo. Às vezes ainda me interrogo por onde andas e
se pensas em mim. Às tenho ainda tenho
saudades tuas. Tenho saudades de saber de ti, de ser aquela a quem fazias
confidências ou simplesmente falavas de coisas parvas, com quem conversavas até
tarde, com quem rias, com quem te perdias nas tardes de sol. E tenho saudades
de te falar de mim, de seres um bocadinho a minha pessoa. E sim, às vezes tenho
inveja de todos os agora sabem de ti, e pergunto-me se partilhas com eles o que
partilhavas comigo.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Letter to myself
“I just want you to know who I am”, The Goo Goo DollsÀs vezes gostava de não me sentir tão sozinha. De não ter tanto frio. Queria ser mais bonita, mais interessante, mais esperta. Gostava de não ter medo e ser mais forte. De ter força para lutar por aquilo que quero. Gostava de ser mais importante para alguém. De gostar mais de mim. De não ser sempre eu a ceder. De não ser sempre eu a pedir desculpa. Gostava que alguém sentisse a minha falta. Gostava de ter coragem para dizer o que sinto. Gostava sobretudo de saber o que realmente quero e sinto.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
«Saudade é aquilo que fica, daquilo que não ficou»
Em dias assim sinto saudades. Saudades do apoio (in)condinional
em momentos destes. Saudades das tardes, dos passeios. Saudades das conversas à
noite, dos silêncios estranhos. Saudades dos olhares envergonhados e dos sorrisos
tímidos. Saudade do que não ficou.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
«I'm just afraid of getting hurt for the same reason»
Talvez eu não conseguisse perdoar. Talvez eu não conseguisse voltar a confiar. Mas seria tão bom se tentasses pedir desculpa.
*Imagem daqui
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Sinto assim
"How can I try to explain
When I do he turns away again
And it's always been the same
Same old story
From the moment I could talk
I was ordered to listen."
"Father and Son", Cat Stevens
When I do he turns away again
And it's always been the same
Same old story
From the moment I could talk
I was ordered to listen."
"Father and Son", Cat Stevens
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
«Largar o que há em vão»*
Eu não acreditava que um simples texto pudesse mudar realmente a vida de alguém até que aconteceu comigo. E, sinceramente, o texto não é nada de extraordinário, mas houve algo em mim que fez “click”. E tomei consciência daquilo que no fundo eu já sabia, mas me recusava a ver. Não mudei de casa, nem de curso, nem sequer mudei o penteado. Quem olha para mim não se apercebe de nada. Mas mudei interiormente. Eu que chorava, que me perguntava todos os dias “porque não?”, “porquê essa dupla personalidade?”. Eu que todos os dias acordava no passado, a querer explicações pelo que foi ou não foi, o que significou e o que poderia ter sido. Eu que não queria partir sem dizer tudo aquilo que tinha cá dentro. Eu percebi que nem sempre as pessoas me vão dar explicações, que vão fazer coisas que provavelmente eu nunca compreenderei, que, infelizmente, nem sempre me vou despedir das pessoas e dizer-lhes o quanto lamento, que acima de tudo muitas vezes não poderei ter a certeza do que signifiquei, do que foi real. Posso apenas agradecer os bons momentos e continuar a minha vida. Sem arrependimentos. E, acreditem, para mim isto foi uma grande mudança, para melhor.
*música de Tiago Bettencourt
** o texto a que me refiro está aqui
sábado, 1 de janeiro de 2011
ano novo… vida nova?
Nunca fui de resoluções de ano novo, cedo me apercebi que passado a noite de ano novo as resoluções ficavam esquecidas, por melhores que fossem as minhas intenões. Para mim a passagem de ano é apenas mais uma noite e, infelizmente, a mudança dos números no calendário não trará por si só qualquer mudança. É claro que por vezes as mudanças exteriores, as rupturas, o deixar para trás certos hábitos nos ajudam a ultrapassar determinadas questões, mas a mudança verdadeira deve vir de nós mesmos, caso contrário a mudança fica-se mesmo só pelo calendário.
domingo, 12 de dezembro de 2010
“O mundo é um espaço imenso, mas não vislumbras o espaço que te está reservado (…). Procuras uma voz, e o que é que encontras? O mais profundo silêncio.”, “Kafka à beira-mar”, Haruki Murakami
Solidão é não saber.
Não saber o que fazer com as horas vazias, com os dias sem fim, com os sonhos desfeitos.
É não se encontrar, estar perdida sem saber de onde se veio, para onde se vai.
É não ouvir senão o silêncio, quando tudo o que precisamos é de uma voz amiga.
É estar sozinha no meio da multidão.
É ser olhada sem ser realmente vista.
Ser ouvida mas não ser compreendida.
É não ter rosto no meio da multidão,
É sentir-se apenas mais uma, mas ser-se diferente do resto do mundo.
É não se dar pela sua presença, mas sentir-se sempre deslocada.
É deambular por aí, esperando que alguém lhe roube essa solidão.
sábado, 4 de dezembro de 2010
“A carne é triste quando não animada pelo espírito”, “Manon Dançando”, A. Saint-Exupéry
Saber que estarás aí, mesmo estando tão distante, mesmo eu fingindo que não me importo, saber que estarás aí, se um dia eu precisar.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
“Aí está uma palavra que soa bem, dizes metamorfose e segues adiante, parece que não vês que as palavras são apenas rótulos que se pegam às cousas, não são as cousas”, José Saramago, “As Intermitências da Morte”Poderia dizer muito, queria, precisava, dizer tanta coisa ainda, mas agora todas as palavras me parecem irrelevantes, tudo se resume ao significado das acções.
As palavras parecem atropelar-se tal a sua fúria para sair, mas a lógica falha no momento de construir uma frase. Os verbos não são suficientes para descrever o turbilhão em que estou imersa, os nomes deixaram de ter significado, e como poderia usar adjectivos para caracterizar algo que já não sei o que é?
Nem dicionários, nem gramáticas, nada me valerá, talvez a salvação venha (apenas!) com o tempo e com toda a clareza que o acompanha (quase) sempre.
sábado, 6 de novembro de 2010
escrevi o teu nome no vento
pintei o teu rosto na chuva
desenhei os teus contornos com o brilho das estrelas
imaginei-te acima dos quatro elementos
murmuras-te o meu nome por entre os sons da brisa
inventas-te para mim (pensava eu) palavras novas ao som de ternas melodias
tocaste-me com uma leveza que eu desconhecia
emprestei-te o meu coração, não mo devolveste
o que faço agora, se o meu coração ficou em ti?
pintei o teu rosto na chuva
desenhei os teus contornos com o brilho das estrelas
imaginei-te acima dos quatro elementos
murmuras-te o meu nome por entre os sons da brisa
inventas-te para mim (pensava eu) palavras novas ao som de ternas melodias
tocaste-me com uma leveza que eu desconhecia
emprestei-te o meu coração, não mo devolveste
o que faço agora, se o meu coração ficou em ti?
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
“Ainda penso em ti: pensa em mim… mas só mais uma vez.”, Tiago BettencoutDetesto rir sem vontade.
Detesto quando quero mostrar que
me magoaste, mas não consigo.
Fazes-me rir, mesmo quando já
decidi esquecer.
Fazes-me rir mesmo depois de
algumas lágrimas já terem escorrido.
E quero, mas sei que não posso. E
lamento, mas apenas não consigo. Porque todos os ciclos acabam um dia, este não
será excepção. Por mais que saudade insista em lembrar-te.
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