"Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Sentir? Sinta quem lê!", Fernando Pessoa


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

«I just want you to notice me»

Às vezes tenho vontade de falar contigo. De te perguntar como estás e de dizer que (ainda) me preocupo contigo.  Às vezes ainda me interrogo por onde andas e se pensas em mim.  Às tenho ainda tenho saudades tuas. Tenho saudades de saber de ti, de ser aquela a quem fazias confidências ou simplesmente falavas de coisas parvas, com quem conversavas até tarde, com quem rias, com quem te perdias nas tardes de sol. E tenho saudades de te falar de mim, de seres um bocadinho a minha pessoa. E sim, às vezes tenho inveja de todos os agora sabem de ti, e pergunto-me se partilhas com eles o que partilhavas comigo. 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Letter to myself

“I just want you to know who I am”, The Goo Goo Dolls
Às vezes gostava de não me sentir tão sozinha. De não ter tanto frio. Queria ser mais bonita, mais interessante, mais esperta. Gostava de não ter medo e ser mais forte. De ter força para lutar por aquilo que quero. Gostava de ser mais importante para alguém. De gostar mais de mim. De não ser sempre eu a ceder. De não ser sempre eu a pedir desculpa. Gostava que alguém sentisse a minha falta. Gostava de ter coragem para dizer o que sinto. Gostava sobretudo de saber o que realmente quero e sinto.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sinto assim II


«When your heart is broken into pieces which one do you follow?»

«Saudade é aquilo que fica, daquilo que não ficou»

Em dias assim sinto saudades. Saudades do apoio (in)condinional em momentos destes. Saudades das tardes, dos passeios. Saudades das conversas à noite, dos silêncios estranhos. Saudades dos olhares envergonhados e dos sorrisos tímidos. Saudade do que não ficou. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

«I'm just afraid of getting hurt for the same reason»



Talvez eu não conseguisse perdoar. Talvez eu não conseguisse voltar a confiar. Mas seria tão bom se tentasses pedir desculpa.

*Imagem daqui 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sinto assim

       "How can I try to explain
       When I do he turns away again
       And it's always been the same
       Same old story


       From the moment I could talk
       I was ordered to listen."


"Father and Son", Cat Stevens 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Fugíamos os dois. Para longe. Para transformar a imperfeição na perfeição, as lágrimas em sorrisos, a distância em abraços. Fugíamos para contar estrelas. 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Posso desaparecer só um bocadinho? Não sentir, não pensar, não chorar, não me preocupar, não ter que estudar. Só por uns minutinhos. 
Queria ter-te aqui agora, na verdade não sei bem quem. Apenas alguém que me abraçasse.
Alguém que percebesse que não está tudo bem, que nada está bem, apesar de eu sorrir e acenar que sim. Mas afinal eu sou forte, eu fico sempre bem. Afinal eu nunca choro… Ou talvez sim. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

«Largar o que há em vão»*

Eu não acreditava que um simples texto pudesse mudar realmente a vida de alguém até que aconteceu comigo.  E, sinceramente, o texto não é nada de extraordinário, mas houve algo em mim que fez “click”. E tomei consciência daquilo que no fundo eu já sabia, mas me recusava a ver. Não mudei de casa, nem de curso, nem sequer mudei o penteado. Quem olha para mim não se apercebe de nada. Mas mudei interiormente. Eu que chorava, que me perguntava todos os dias “porque não?”, “porquê essa dupla personalidade?”. Eu que todos os dias acordava no passado, a querer explicações pelo que foi ou não foi, o que significou e o que poderia ter sido. Eu que não queria partir sem dizer tudo aquilo que tinha cá dentro. Eu percebi que nem sempre as pessoas me vão dar explicações, que vão fazer coisas que provavelmente eu nunca compreenderei, que, infelizmente, nem sempre me vou despedir das pessoas e dizer-lhes o quanto lamento, que acima de tudo muitas vezes não poderei ter a certeza do que signifiquei, do que foi real. Posso apenas agradecer os bons momentos e continuar a minha vida. Sem arrependimentos. E, acreditem, para mim isto foi uma grande mudança, para melhor. 

*música de Tiago Bettencourt 
** o texto a que me refiro está aqui

sábado, 1 de janeiro de 2011

ano novo… vida nova?

Nunca fui de resoluções de ano novo, cedo me apercebi que passado a noite de ano novo as resoluções ficavam esquecidas, por melhores que fossem as minhas intenões. Para mim a passagem de ano é apenas mais uma noite e, infelizmente, a mudança dos números no calendário não trará por si só qualquer mudança. É claro que por vezes as mudanças exteriores, as rupturas, o deixar para trás certos hábitos nos ajudam a ultrapassar determinadas questões, mas a mudança verdadeira deve vir de nós mesmos, caso contrário a mudança fica-se mesmo só pelo calendário. 

domingo, 12 de dezembro de 2010

“O mundo é um espaço imenso, mas não vislumbras o espaço que te está reservado (…). Procuras uma voz, e o que é que encontras? O mais profundo silêncio.”, “Kafka à beira-mar”, Haruki Murakami
Solidão é não saber.
Não saber o que fazer com as horas vazias, com os dias sem fim, com os sonhos desfeitos.
É não se encontrar, estar perdida sem saber de onde se veio, para onde se vai.
É não ouvir senão o silêncio, quando tudo o que precisamos é de uma voz amiga.
É estar sozinha no meio da multidão.
É ser olhada sem ser realmente vista.
Ser ouvida mas não ser compreendida.
É não ter rosto no meio da multidão,
É sentir-se apenas mais uma, mas ser-se diferente do resto do mundo.
É não se dar pela sua presença, mas sentir-se sempre deslocada.
É deambular por aí, esperando que alguém lhe roube essa solidão.

sábado, 4 de dezembro de 2010

“A carne é triste quando não animada pelo espírito”, “Manon Dançando”, A. Saint-Exupéry
Também me dói. A mim, sim a mim dói-me também. Sou mais do que um corpo. Também fico triste. E choro. E anseio por uma palavra amiga. De um abraço apertado. De um carinho numa hora de tristeza. De um sorriso que seja só para mim.Também sinto falta de mais, de alguém sempre lá indicionalmente, que se preocupe sempre, mesmo quando me torno insuportável e perco a razão.
Saber que estarás aí, mesmo estando tão distante, mesmo eu fingindo que não me importo, saber que estarás aí, se um dia eu precisar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“Aí está uma palavra que soa bem, dizes metamorfose e segues adiante, parece que não vês que as palavras são apenas rótulos que se pegam às cousas, não são as cousas”, José Saramago, “As Intermitências da Morte”
Poderia dizer muito, queria, precisava, dizer tanta coisa ainda, mas agora todas as palavras me parecem irrelevantes, tudo se resume ao significado das acções.
As palavras parecem atropelar-se tal a sua fúria para sair, mas a lógica falha no momento de construir uma frase. Os verbos não são suficientes para descrever o turbilhão em que estou imersa, os nomes deixaram de ter significado, e como poderia usar adjectivos para caracterizar algo que já não sei o que é?
Nem dicionários, nem gramáticas, nada me valerá, talvez a salvação venha (apenas!) com o tempo e com toda a clareza que o acompanha (quase) sempre.

sábado, 6 de novembro de 2010

Fazes-me mal.
Fizeste-me tão bem, e tento desesperadamente acreditar que isso não foi apenas um efeito secundário da tua necessidade constante de teres alguém por perto que te faça sentir bem (e também desesperadamente tento acreditar que te fiz sentir bem).
escrevi o teu nome no vento
pintei o teu rosto na chuva
desenhei os teus contornos com o brilho das estrelas
imaginei-te acima dos quatro elementos
murmuras-te o meu nome por entre os sons da brisa
inventas-te para mim (pensava eu) palavras novas ao som de ternas melodias
tocaste-me com uma leveza que eu desconhecia
emprestei-te o meu coração, não mo devolveste
o que faço agora, se o meu coração ficou em ti?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

-"Quem fala assim não é gago."
- Antes fosse...!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

“Ainda penso em ti: pensa em mim… mas só mais uma vez.”, Tiago BettencoutDetesto rir sem vontade.
Detesto quando quero mostrar que me magoaste, mas não consigo.
Fazes-me rir, mesmo quando já decidi esquecer.
Fazes-me rir mesmo depois de algumas lágrimas já terem escorrido.
E quero, mas sei que não posso. E lamento, mas apenas não consigo. Porque todos os ciclos acabam um dia, este não será excepção. Por mais que saudade insista em lembrar-te.

domingo, 17 de outubro de 2010

Ias e voltavas e eu aqui.
Ias e voltavas e eu esperava-te sempre.
Foste e agora voltas, mas já não estou. A espera cansou.
Voltas e a casa está deserta.
Agora?
Agora é preciso mais do que as palavras certas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"É tão fácil gostar de quem te faz sorrir como difícil é esquecer de quem te faz chorar."
Hoje quero só fugir de mim. Não ser, não pensar, não desejar. Não sentir.
Ser livre de mim.
Por um momento, apenas, não ter todas estas dúvidas, todas as inquietações que me assombram constantemente.
Queria ser livre de mim, das convenções, dos sentimentos, das memórias, das saudades que teimam em invadir-me quando julgava haver só indiferença.
Ser livre de ti, do passado que não foi, do presente que não me deixa ser mais. Dos arrependimentos pelo que não fiz ou não disse. Ser livre das lágrimas, dos momentos de tristeza. Ser livre da dor que me assalta sem aviso a cada anoitecer.

domingo, 22 de agosto de 2010

Ilusão

“Talvez por não saber falar de cor, imaginei…”, Fácil de entender, The Gift
Naquele tempo eu não sabia dizer
Naquele tempo tu não sabias sentir.
Criámos uma ilusão em cada um,
Achando-nos especiais sem nos conhecermos.
Não te soube ver,
Mas nem tu sabias quem eras.
Não soube dizer o quanto queria
E perdi-me numa ilusão.
Magoámo-nos por um sonho que afinal não era o nosso.